Carl Nielsen

Carl August Nielsen (9 de Junho de 1865 — 3 de Outubro de 1931) foi um músico, condutor e violinista dinamarquês, reconhecido como o maior compositor do seu país. Crescido no seio de uma família de poucos recursos financeiros mas com aptidão para a música, na ilha da Fiónia, começou a mostrar as suas capacidades musicais ainda muito novo. Começou por tocar numa banda militar e, em seguida, frequentou o Real Conservatório em Copenhaga entre 1884 e Dezembro de 1886. Em 1888, apresentou a sua Op 1, Suite para Cordas, com 23 anos de idade. No ano seguinte, Nielsen entrou para Orquestra Real Dinamarquesa para o lugar de segundo violinista, onde ficaria durante 16 anos, sob a liderança do maestro Johan Svendsen. Neste período, tocou nas estreias de Giuseppe Verdi's Falstaff e Otello, na Dinamarca. Em 1916, começou a dar aulas na Real Academia de Música Dinamarquesa continuando ali até à sua morte. Apesar de, actualmente, as suas sinfonias, concertos e corais serem reconhecidas a nível internacional, a carreira de Nielsen e a sua vida pessoal ficaram marcadas por muitas dificuldades, muitas vezes reflectidas na suas composições musicais. Os trabalhos que produziu entre 1897 e 1904 são, por vezes, atribuídos ao seu período "psicológico", resultado, principalmente, do seu casamento turbulento com a escultora Anne Marie Brodersen. Nielsen é, em particular, reconhecido pelas suas seis sinfonias, pelo seu Quinteto de Vento e pelos seus concertos para violino, flauta e clarinete. Na Dinamarca, a sua ópera Maskarade e muitas das suas canções tornaram-se parte integrante do legado nacional. A música que compôs nos primeiros anos foi inspirada em compositores como Brahms e Grieg, mas depressa desenvolveu o seu próprio estilo, inicialmente experimentando a tonalidade progressiva e, mais tarde, divergindo de forma ainda mais radical dos padrões de composição em vigor na época. A sexta e última sinfonia de Nielsen, Sinfonia semplice, foi escrita em 1924–25. Carl Nielsen morreu de ataque cardíaco seis anos mais tarde, e encontra-se sepultado no Cemitério Vestre, em Copenhaga. Durante a sua vida, a reputação de Nielsen era considerada como marginal, tanto no seu país como internacionalmente. Apenas mais tarde é que os seus trabalhos foram incluídos no repertório internacional, sendo a década de 1960 um marco de aumento da sua popularidade através de Leonard Bernstein e outros. Na Dinamarca, a sua reputação ficou definitivamente marcada em 2006 quando três das suas composições passaram a ser consideradas nos Cânones da Cultura Dinamarquesa entre as doze grandes peças musicais da música daquele país. Durante muitos anos, a sua imagem apareceu nas notas dinamarquesas. O Museu Carl Nielsen em Odense documenta a sua vida e a da sua mulher. Entre 1994 e 2009, a Real Biblioteca Dinamarquesa, apoiada pelo Governo dinamarquês, completou a Edição Carl Nielsen, disponível na internet, contendo a história e as pautas dos trabalhos de Nielsen, algumas das quais nunca antes publicadas. Em 2015, o 150.º aniversário do compositor, são vários os espectáculos e apresentações para celebrar a sua obra. As obras de Nielsen são algumas vezes citadas por números FS, que dizem respeito à ordem cronológica das composições, conforme o catálogo de Dan Fog e Torben Schousboe. O catálogo foi publicado em 1965.

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